Colocamos uma roupa bonita. Vestimos nossa melhor camisa. Ousamos numa boa lavanda. Partimos para o matinê. Devemos tirar as moças pra dançar. Elas, todas charmosas. Vestidas na moda. Fazendo cara de boneca. Disponíveis estão! Nós... Elas... Mas quem atende prontamente? O crooner ou o garçom! Falamos todos: "Um whisky, por favor!" / "Ataque com aquela balada de Elvis."
São
as somas dos esforços na dinâmica do salão. Nada de danças
perfeitas! Passos enfeitados. A contradição está nos grupos de
amigos, contando o futebol. As meninas lindas, enfileiradas,
fofocando amenidades - suspirando pelo tenro príncipe da novela das
oito.
A
confusão se mantém pronta. A ausência de condição (e
oportunidade?) cancela a proximidade. De um, outro. Ou de todos. Mas,
a lavanda não estava preparada? E o vestido, pronto e engomado? O
que aconteceu? Mais uma vez faltou o bom senso em corresponder. Para
isto, necessário um passinho de cada lado. Um toque no ombro, outro
na cintura. Um pra lá, dois pra cá. E a vida dos incompreendidos
move-se com dificuldade em falar. Todos com o mesmo propósito. Todos
frustrados num baile perfumado.