Ele depara-se com Fabiana após um lapso de trinta anos. As aparências indicavam que toda a rejeição do passado seria diluída em uma nova fase. Apenas o homem e a mulher teriam voz. Sem barreiras e muros levantados. Bem, não foi assim. Houve muita arrogância e presunção. Fabiana jogou valendo-se de sua sinceridade. Ficou nítido que a crise da meia-idade estava impactando nos desejos mais honestos. Assim, gerando ruídos oportunistas na inocência inapta.
Jantares, cafés e até um convite: “vamos tomar um vinho?” - não realizaram o entendimento. Mais uma vez a vaidade adolescente” colocou Oswaldo numa posição desconfortável e subjugada. Depois desta nova incha, a reação não veio à altura.
Talvez o silêncio quebrado apenas pelo desejo. Entrelaçados por mãos quentes da sinceridade, reações de olhares sem sentido, fosse o caminho para reajustar os vultos de outrora. Pena! Não foi assim…