No elevador 1 (Um)
Certo dia. Voltando para a casa, dentro do elevador, puxo papo (e tento ser educado - sem estar paquerando) com uma moradora do meu condomínio:
Eu: Boa noite. Tudo bem?
Moça: Tudo bem. Boa noite
Noto que ela está com um moletom escrito "Medicina".
Eu: Que legal, faz medicina!
Moça: Sim. Eu faço, SENHOR.
Abaixo o olhar e fico calado. Lembrei na hora do "Tio Sukita". Embora não estivesse flertando com a futura médica pensei: meus cabelos brancos estão tirando minha juventude. "SENHOR??????!!!!!" PQP!
No elevador 2 (Dois)
Entra um homem de aproximadamente 60 anos. Pra manter minha cordialidade faço os devidos cumprimentos:
Eu: Boa tarde. Como vai?
Ele: Ótimo!
Eu: Você tava na academia?
Ele: Sim. Tenho de me manter jovem para as gatinhas.
Eu: Isso aí! Xô sedentarismo. Animação!
Ele: Gosta de Vinícios de Moraes?
Eu: Adoro! Um gênio de nossa música e literatura.
Ele: Tenho uma frase em que sempre penso quando estou fazendo spinning e admirando nossas vizinhas: "enquanto houver língua e dedo nenhuma mulher nos mete medo"
Eu: despeço-me do vizinho e desço no meu andar.
Conclusão: o "Tio Sukita" varia de acordo com a idade da mulher, sua mentalidade e autoestima. Nada tem a ver com a data de nascimento do homem.
Tô certo?
Ps. Para quem não conheceu o emblemático "Tio Sukita" na cultura publicitária brasileira, clica aqui.