Reclama-se de dores: cotovelos. Sacada macia para a espera. Ora o parapeito dá vista para um vulcão. Ora, para a imensidão do mar azul, no extremo oriente. E ainda, outrora, sente o coração palpitar com cimento, arranha-céus e garoa fina.
As diversas imagens formaram os calos em seus braços. As várias paisagens vistas misturam as sensações: tranquilidade, medo, êxtase, tristeza e a alegria com as chegadas e partidas.
O calo de tão silencioso fez da sacada um grande observatório para o tempo perdido. Vivido, porém, ausente das angústias em encostar os cotovelos e ver a vida passar. Apenas mudando o cenário. Alvejando os encerramentos e culpas. Distribuindo memórias contidas num olhar bipartido e sem desculpas.