Maria, mãe de Jesus, nesta época, há 2013 anos, chorou e deve ter passado por uma das maiores tristezas que alguém pode ter - a perda de um filho.
As Marias que conheço, nem sempre têm filhos. Algumas até sonham em ter - e terão!
As Marias que conheço adoram uma lingerie bacana - são ativas. Sejam héteros ou, lésbicas vão a luta por sua sexualidade.
As Marias que conheço arrancam o sutiã em praça pública para reivindicar diretos humanos e ganhar voz.
As Marias que conheço provam diariamente que fazem mais que muito marmanjo, embora as vezes não sejam reconhecidas.
As Marias que conheço choram menos por amor, e ainda assim fantasiam com príncipes encantados para dividir e somar um futuro.
As Marias que conheço casam uma, duas, três vezes e ainda assim vestem branco e tentam acertar.
As Marias que conheço adoram ganhar flores e chocolates, embora comprem ovos de páscoa para os seus filhos e companheirxs.
As Marias que conheço se apaixonam várias vezes, mesmo assim se mantêm firmes e ainda insistem na "união eterna".
As Marias que conheço enfrentam facas, bebida e porrada em nome da família, embora julguem isto muito errado.
As Marias que conheço podem até passar fome por sua prole.
As Marias que conheço me deixam alegre por conviver com elas.
Maria, mãe de Jesus, nos dias atuais poderia ter sido minha conhecida. Poderia ter sido uma Maria qualquer - uma destas mulheres que fazem os nossos dias valerem a pena.
