Coxas Amarradas

Num suspirar de vida. Naquele tantinho de tempo. Mãos dadas sob o lençol. Parecia nada. Talvez um orgasmo qualquer. Não! Foi uma paixão danada de dor matada. Coisa que a intensidade não justifica. Coisa que deve ser esticada para o hoje. Castigado pelo espanhol. Machucado por uma paelha! Ao final, depois de coxas amarradas, restou o belo.

Voos e decolagens. Passado e pretérito. Uma cama. Uma história. Lá de longe, Félix queria um romance. Aquele derradeiro antes da partida. Ela não queria nada. Talvez, apenas amenizar suas angústias domésticas. Talvez prolongar o fugaz outono solitário. Pena...

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Como tudo começou: